De policial militar a desenvolvedor front-end da Yapoli

Tempo de leitura: 6 minutos

Hoje daremos início a uma série que contará um pouco da história de quem faz parte do dia a dia da Yapoli e a auxilia – por trás das telas – a crescer.

Começaremos com a história do nosso desenvolvedor front-end.

Marco Antonio nasceu em Santo André, no ABC Paulista, mas foi criado na região da Vila Prudente. Marco não sonhava em ser desenvolvedor quando criança, mas pode-se dizer que o destino tinha algo nesta área reservado para ele. Antes disso acontecer, Marco passou por uma série de outras conquistas para chegar até aqui. Conseguimos conversar um pouquinho com ele – Marco é calado – e descobrimos a sua curiosa e corajosa trajetória. Confira a seguir. 

Marco, como sua trajetória profissional começou?

Estudei sempre em escolas públicas pela região da Vila Prudente, onde morei com meus pais. Com uns 15/16 anos, já estava na idade de decidir sobre a faculdade, carreira, essas coisas. Meu pai, policial militar há anos, sempre me incentivou a seguir sua profissão, mas eu não me interessava. Eu tinha um primo que na época já trabalhava na área de TI, como éramos próximos comecei a me interessar e aprender sobre manutenção e suporte de computadores. Consertava as máquinas de conhecidos, assim fui aprendendo e pude começar a trabalhar na área.

E quando você decidiu por um curso na faculdade optou pela área de TI? 

Não, ingressei em Engenharia Elétrica, acreditando que seria uma profissão que me daria mais oportunidades. Enquanto cursava a faculdade de engenharia trabalhava em uma metalúrgica e meu pai continuava insistindo para que eu prestasse o concurso da polícia militar, que era uma profissão com estabilidade. A faculdade era bem difícil, eu não estava acompanhando direito e quando estava quase desistindo do curso, resolvi prestar o concurso e passei. Fui chamado quase na sequência e comecei a trabalhar no COPOM que ficava no ABC e neste mesmo período saí da faculdade. 

Você começou a gostar da profissão?

Não, pelo contrário, risos.
Fiquei dois anos no COPOM e aquilo começou a me incomodar. Eu quase não precisava pensar para fazer o que era preciso, aquilo me incomodava muito, porque eu queria desafios, queria crescer, sabia que eu tinha mais a oferecer, mas via que não ia ser ali. Pedi minha exoneração e acabei desempregado por um período, mas não parado, logo comecei a fazer um curso técnico oferecido pelo governo Dilma na época, focado em informática na parte de hardware e eletrônicos. Comecei a trabalhar como servente de pedreiro e fazendo também serviços de parte elétrica residencial quando resolvi prestar o concurso da Guarda Civil Metropolitana e novamente PM. As coisas estavam apertadas e precisava voltar a ter um emprego estável. Acabei por passar nos dois concursos, mas fui chamado para uma vaga de estágio de suporte técnico e aceitei.  

Caramba, foram 3 concursos públicos pelo caminho!
E foi nesta empresa que você começou a estagiar que você se aproximou mais da tecnologia?

Sim, isso mesmo, a empresa vendia softwares. Eu era auxiliar de suporte, cuidava da infraestrutura da própria empresa e também realizava a instalação dos softwares e banco de dados, montagem de redes para os clientes. Neste ambiente comecei a fazer um tecnólogo em banco de dados e tive contato com SQL. Essa foi minha porta para outras linguagens de programação, como C#, que foi a linguagem que me despertou interesse pelo desenvolvimento. Comecei a me aprofundar mais em linguagens, estudar por vídeos no Youtube, numa dessas navegações descobri o Ruby e percebi que aprendê-lo poderia me dar melhores oportunidades no mercado. Já era 2015 e o mercado estava mais aquecido em busca de desenvolvedores. Comecei a fazer aulas de Javascript, mas achei muito difícil, então fui para o React e percebi que precisava aprender Javascript primeiro, risos. Fiz diversos cursos on-line para conseguir realmente entender e aprender a linguagem, até que ganhei uma bolsa na Digital House com o Santander, era um curso de desenvolvimento web full stack. Nisso já arriscava buscando vagas para desenvolvedor no mercado, eu não tinha experiência efetivamente, mas fazia projetos pessoais em casa, ia colocando em prática o que aprendia nos cursos, até que a vaga na Yapoli surgiu e eu fui chamado para a entrevista com o Felipe Francesco, CTO da Yapoli.   

Que legal, Marco, sua jornada de estudos foi super autônoma até a chegada à Yapoli. E como tem sido trabalhar aqui? Quais serão seus próximos passos nessa jornada?

Aprendi e aprendo muito na Yapoli, tenho evoluído bastante, mas eu não paro e no ano passado prestei vestibular para o curso de Sistemas de Informação na Univesp, passei e agora que já estou fazendo o curso considero mudar para Ciência de Dados. Como o primeiro ano é de base, somente ano que vem vou decidir e começar a ter matérias específicas. Acho que o curso certamente me trará maior crescimento pessoal e profissional. 

Realmente, você não para. risos.
E quais você diria que são seus maiores aprendizados até agora na carreira de desenvolvedor? 

“Eu aprendi que a complexidade é uma questão de como olhamos para ela e conforme olhamos, amadurecemos. O exemplo mais simples seria a construção do software, que envolve áreas distintas do conhecimento e envolve pessoas. Então, pegamos a complexidade e vamos quebrando em pedaços para que cada pessoa resolva. O problema é que cada pedaço traz novos desafios, e ao refletir em suas resoluções precisamos nos comunicar com outras pessoas. Essa troca de experiência e reflexões enriquece quem somos.

Sem dúvida alguma, Marco. Que bacana!
E para finalizar, qual seu recado para essa nova geração que está em fase de escolhas e em busca de oportunidades na área de tecnologia?

Estude! O mundo do desenvolvimento é sensacional, a comunidade está sempre aberta e você jamais se sente desamparado. Há inúmeros cursos gratuitos que podem te ajudar a obter o mínimo de conhecimento necessário para iniciar sua carreira. Mas não se engane, a comunidade te ajudará e não fará o trabalho por você. Então, estude!